Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/11690/4562
Autor(es): Ost, Sheila Beatriz
Título: TRANSdocência: entre TRANSições e pedagogias TRANSformadoras
Palavras-chave: docência transexual;formação docente;inclusão escolar;epistemologias feministas;conhecimentos situados;políticas educacionais
Data do documento: 2026
Editor: Universidade La Salle
Citação: OST, Sheila Beatriz. TRANSdocência: entre TRANSições e pedagogias TRANSformadoras. 2026. 199 f. Tese (doutorado em Educação) – Universidade La Salle, Canoas, 2026. Disponível em: http://hdl.handle.net/11690/4562. Acesso em: 28 abr. 2026.
Resumo: Este estudo parte do seguinte problema de pesquisa: Como ocorre(ra)m as trajetórias formativas das(os) professoras(es) transexuais do município de Canoas/RS? Dessa questão, emerge, como objetivo geral, analisar as trajetórias formativas de professoras(es) transexuais da rede pública de Canoas/RS, considerando formação, governança e dispositivos institucionais. A tese proposta compreende que a formação inicial e continuada docente pode tornar-se uma aliada na inclusão dos(as) professores(as) transexuais, bem como da população LGBTQIAPN+ em nossas escolas, porém, ainda carece de políticas claras para sua concretização. Ancorada nas epistemologias feministas e, em especial, na noção de conhecimentos situados, a pesquisa desloca o debate da identidade individual para as condições institucionais que regulam a docência, a formação profissional e a produção de legitimidade no cotidiano escolar. O referencial teórico articula contribuições do campo queer, mobilizado como ferramenta crítica para desnaturalizar regimes de normalização, com autores do campo da formação docente e dos saberes do trabalho. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, baseada em entrevista semiestruturada em profundidade, compreendida como produção situada de conhecimento. A análise empírica evidenciou que a inclusão de docentes transexuais não se efetiva por discursos ou ações pontuais, mas depende da existência de infraestruturas institucionais — formativas, administrativas e de governança — capazes de assegurar reconhecimento, confidencialidade e proteção de direitos. Conclui-se que a docência transexual opera como analisador dos regimes de verdade que atravessam a escola pública, evidenciando que as trajetórias formativas desses docentes se constituem como processos situados, marcados por tensões institucionais, estratégias de permanência e produção de saberes na experiência. Nesse contexto, a inclusão não se efetiva por discursos ou ações pontuais, mas depende de infraestruturas institucionais — formativas, administrativas e de governança — capazes de sustentar o reconhecimento, a proteção de direitos e a legitimidade profissional no cotidiano escolar.
Orientador(es): Jung, Hildegard Susana
Aparece nas coleções:Tese (PPGE)

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