Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/11690/4491
Autor(es): Soares, Kainã Günther
Título: Criação de laços para cativar em tempos de aceleração: aproximações entre a obra O Pequeno Príncipe e a teoria de Bowlby
Palavras-chave: relações interpessoais;tempo social;vínculo;O Pequeno Príncipe;psicologia
Data do documento: 2025
Editor: Universidade La Salle
Citação: SOARES, Kainã Günther. Criação de laços para cativar em tempos de aceleração: aproximações entre a obra O Pequeno Príncipe e a teoria de Bowlby. 2025. 15 f. Trabalho de Conclusão (graduação em Psicologia) – Universidade La Salle, Canoas, 2025. Disponível em: http://hdl.handle.net/11690/4491. Acesso em: 23 fev. 2025.
Resumo: Vivemos em um tempo em que o próprio tempo parece escapar, dissolvendo-se na aceleração das rotinas e na sobrecarga de tarefas. Esse processo, como aponta Byung-Chul Han, resulta em um “excesso de positividade”, que exige sujeitos capazes de múltiplas tarefas, enquanto reduz o espaço para o bem viver, substituído pela lógica da sobrevivência. É nesse cenário que este estudo busca refletir sobre a permanência e o sentido das relações interpessoais, tomando como referência a obra O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry. A fábula, ao retratar o universo do príncipe e as relações que constrói, em particular, com a rosa e a raposa, oferece imagens para pensar o lugar do afeto, da presença e do tempo no estabelecimento de vínculos humanos. Metodologicamente, a investigação assume caráter qualitativo e interpretativo, centrando-se na análise dos diálogos que explicitam a criação de laços. O aporte teórico advém da teoria de John Bowlby sobre os vínculos interpessoais que contribui para entender como as formas como as pessoas aprendem a se relacionar influenciam em relacionamentos futuros. A análise evidencia que a relação entre o príncipe, a raposa e a rosa revelam a necessidade de investir tempo, de “cativar”, como condição para o surgimento de vínculos significativos. Entretanto, essa dimensão temporal aparece fragilizada nos contextos contemporâneos, nos quais a aceleração tende a reduzir a importância das práticas de cuidado e convivência. Conclui-se, de modo inicial, que as lições da fábula permitem tensionar os limites da vida acelerada e sugerem a necessidade de resgatar a centralidade do tempo, da atenção e do cuidado como fundamentos das relações humanas.
Orientador(es): Silva, Gilberto Ferreira da
Aparece nas coleções:Trabalho de Conclusão de Graduação (Psicologia)

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